Pelo menos dois nomes da política pernambucana acenam a possibilidade de lançarem pré-candidaturas ao Senado, totalmente avulsas e sem estar atrelado a uma chapa de governador: Marília Arraes e Anderson Ferreira. Ambos tem hoje um mandato garantido na Câmara Federal, mas podem se arriscar em um projeto majoritário.
Anderson Ferreira carrega hoje a responsabilidade de comandar a campanha de Flávio Bolsonaro em Pernambuco, que nem Raquel e nem João querem. O ex-prefeito de Jaboatão não tem hoje sequer o aval para pleitear uma vaga no Senado Federal na chapa de Raquel Lyra, justamente pelo fato de que a governadora não quer colocar sua digital em um projeto bolsonarista.
Já Marília Arraes ainda não confirmou de maneira nenhuma que vá mesmo disputar avulso uma vaga pelo Senado. Vai primeiro esperar a definição de seu primo, o prefeito João Campos (PSB) e nutre a expectativa de ser uma das escolhidas. Mas, caso não seja escolhida, lançar-se candidata a senadora de modo avulso pode ser uma opção.
Logo, Marília investiria pesado em uma candidatura no campo de esquerda, em busca de votos que se definiriam logo para o senador Humberto Costa.
Liderança
Marília Arraes lidera hoje qualquer pesquisa de intenção de votos que tenha o seu nome citado, e bem à frente do segundo lugar que fica com o senador Humberto Costa.
Desafio
O grande desafio de uma candidatura avulsa de Marília Arraes é o convencimento do eleitor que ela será a "candidata de Lula" quando o presidente estará empenhado (até mesmo gravando vídeos) para outros candidatos. Vale salientar que uma candidatura ao Senado, ainda não tem tanta importância para a população que foca suas energias na campanha pelo Governo, daí o fato de candidatos buscarem o alinhamento com candidaturas ao Governo.
Opção
Uma das possibilidades que aumentariam às chances de Marília Arraes conseguir viabilizar uma pré-candidatura avulsa ao Senado, é com o controle do PDT que pretende filiar também a seus quadros o deputado federal Túlio Gadelha. Resta saber se Lupi está disposto a bancar o nome de Marília, entregando o comando da legenda em Pernambuco, como fez Paulinho da Força em 2022 com o Solidariedade.
Responsabilidade
Sem um palanque para chamar de seu, uma candidatura de Anderson Ferreira ao Senado (ainda que de modo avulso) será de grande ajuda para o senador e pré-candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro. Quem poderia liderar esse movimento era Gilson Machado que deixou o partido e vai ingressar no Podemos onde disputará uma vaga de deputado federal. Algo que poderia fazer no próprio PL.
Com o presidente
Em entrevistas, Anderson Ferreira lembra sempre que o voto do Senado não é atrelado ao candidato a governador, mas sim ao presidente. Cita sempre como exemplo a campanha de 2022 quando Teresa Leitão foi eleita, mas quem ficou em segundo lugar foi Gilson Machado com uma boa porcentagem de votos. Resumindo: os candidatos de Lula e de Bolsonaro, na época.
Alinhamento
O prefeito João Campos saiu muito animado da conversa que teve ontem com o presidente Lula. Na oportunidade, ambos trataram sobre o cenário político nacional onde João defendeu a permanência de Alckmin na vice. Mas também trataram de Pernambuco, onde o socialista estará disputando o Governo do Estado e busca a exclusividade petista na campanha.
Lula no Galo
O presidente Lula confirmou ao prefeito João Campos que virá ao Recife para o galo da madrugada. A vinda de Lula já tinha sido confirmada ontem pelo senador Jacques Wagner (PT-BA) que em entrevista disse que Lula estará na Bahia, virá a Pernambuco, depois retornará a Bahia de onde irá para o desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro.
Silvinho Silva, editor do Blog
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