Os vereadores e vereadoras ADERALDO PINTO, PROFESSORA ANA LÚCIA, CARLOS MUNIZ, CHICO KIKO, CIDA PEDROSA, EDUARDO MOTA, ERIBERTO RAFAEL, FABIANO FERRAZ, FELIPE FRANCISMAR, GILBERTO ALVES, HÉLIO GUABIRABA, JÚNIOR BOCÃO, JUNIOR DE CLETO, KARI SANTOS, LIANA CIRNE, LUIZ EUSTÁQUIO, NATÁLIA DE MENUDO, OSMAR RICARDO, RINALDO JÚNIOR, RODRIGO COUTINHO, ROMERINHO JATOBÁ, SAMUEL SALAZAR, TADEU CALHEIROS, WILTON BRITO e ZÉ NETO manifestam seu mais veemente repúdio à conduta adotada pelo vereador George Bastos, do Partido Novo, em razão de manifestação pública de caráter preconceituoso, desrespeitoso e ofensivo, proferida durante a 1ª Reunião Ordinária da 19ª Legislatura, 2ª Sessão Legislativa, da Câmara Municipal do Recife, dirigida às pessoas que ocupavam legitimamente as galerias da Casa de José Mariano.
O convívio com o contraditório é uma premissa básica da democracia. Não é diferente na Câmara Municipal do Recife, espaço que deve ser, por excelência, dedicado ao exercício responsável do mandato parlamentar, ao bom debate e à discussão plural e qualificada de ideias e propostas para a cidade.
Infelizmente, não foi esse espírito que orientou a conduta do vereador George Bastos, do Partido Novo, que, empossado por menos de duas horas no dia de hoje, deixou como única marca de sua brevíssima passagem pelo mandato uma fala preconceituosa, desrespeitosa e profundamente infeliz dirigida às pessoas que ocupavam as galerias da Casa de José Mariano.
Referir-se a qualquer pessoa como “mundiça” já constitui, por si só, uma grave afronta. Fazer isso em relação à população da cidade que jurou representar e servir é absolutamente inaceitável e configura um ataque direto a cidadãos e cidadãs que exerciam, de forma legítima, seu direito democrático de acompanhar, fiscalizar e participar da vida política do Recife.
Não surpreende que tal postura venha de um representante do Partido Novo, legenda que se orgulha de conduzir, no único estado que governa, um projeto com resultados amplamente prejudiciais às classes populares. No Recife, o partido se notabiliza por mandatos sem projeto consistente para a cidade, sustentados quase exclusivamente por discursos rasos e performáticos nas redes sociais.
O episódio lamentável ocorrido hoje evidencia uma concepção de poder que rejeita o controle social e despreza a participação popular, almejando um parlamento esvaziado da presença cidadã. Essa lógica autoritária e excludente não encontrará espaço nem conivência.
Reafirmamos nosso compromisso inegociável com o respeito à dignidade humana, com a democracia participativa e com a responsabilidade que o exercício do mandato parlamentar impõe. Esperamos que fatos como este não voltem a se repetir e que o debate político na Casa de José Mariano seja sempre conduzido com civilidade, respeito e compromisso com o interesse público.

0 Comentários