PL reage com aval de Flávio
Mendonça Filho (PL) disputou o Senado em 2018 e por pouco não se elegeu senador. É um político querido, com uma boa popularidade e de serviços prestados. Por pouco não foi eleito no lugar de Jarbas em 2018. Em 2020, por conta da forte divisão do campo da direita não conseguiu ir ao segundo turno contra o então candidato João Campos (PSB).
No entanto, agora o cenário está bem diferente. Primeiro: Mendonça contará com o apoio do PL e também do Podemos. Logo, praticamente unirá toda a direita em torno de seu nome. A grande dificuldade se daria em torno justamente da polarização entre João Campos e Raquel Lyra. Os dois já apresentaram seus candidatos e a campanha no interior tende a ser conduzidas por prefeitos que já fecharam alguns acordos.
Com Mendonça entrando de cabeça em sua campanha ao Senado e também na de Flávio Bolsonaro para presidente, não terá nenhuma dificuldade de conversar e dialogar com o eleitorado de direita. Ele pode ser o primeiro ou o segundo voto também do eleitorado de centro.
Mas isso tudo ainda não é a garantia de uma eleição tranquila. Mendonça é aliado da governadora Raquel Lyra e vai precisar conviver na campanha com a não opção da gestora pelo seu nome. Enfim, poderá passar a campanha mais se explicando do que com propostas efetivas.
Novo com Mendonça
O deputado federal Mendonça Filho (PL) será o segundo voto para senador do partido Novo. Técio Teles, que comanda a legenda já tinha dito que não apoiaria nenhum nome (incluindo Eduardo da Fonte) que estava sendo colocado.
Chapa fechada
O Podemos vai anunciar a chapa fechada para a disputa pelo Senado. A legenda irá apoiar Eduardo da Fonte (PP) e Mendonça Filho. Por abrigar nomes da direita, essa seria a lógica aguardada.
Campanha nacionalizada
A grande incerteza que Mendonça terá que coordenar é justamente com o eleitor de centro, no caso de percalços na campanha de Flávio Bolsonaro durante o primeiro turno. Vale lembrar que o candidato de Bolsonaro já passou parte da pré-campanha tendo que se explicar.
Vitória certa
Outra interrogação seria a de que Mendonça poderá estar trocando uma vitória certa (ele apareceu com 10% no Datafolha) para a Câmara Federal a conviver com a incerteza do eleitorado em uma disputa pelo Senado.
Não vai
Apesar das inúmeras insistências, Miguel Coelho não quer nem ouvir falar em disputar uma vaga na Câmara Federal. Vai ser um observador do cenário político pernambucano e poderá voltar a disputar a Prefeitura de Petrolina, sucedendo Simão Durando em 2028.
Silvinho Silva, editor do Blog
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