O desafio de nacionalizar a disputa
O grande desafio de João Campos (PSB) na disputa pelo Governo neste ano é conseguir nacionalizar a disputa. Essa é uma tarefa dele e de seus aliados. O socialista vai enfrentar uma governadora que disputará a reeleição e que está vendo seu governo cada vez mais aprovado pela população. Segundo o Instituto Conecta, uma campanha nacionalizada e com o apoio exclusivo de Lula a João, o socialista seria automaticamente beneficiado.
Sem a nacionalização, quem leva vantagem é a governadora Raquel Lyra (PSD). Ao deixar o debate da campanha focado em problemas estaduais, o entendimento dos eleitores passa a ser outro. O histórico de eleições em Pernambuco terminam de um certo modo ajudando Raquel. A última vez que a nacionalização deu certo em uma eleição estadual foi em 2018, quando Paulo Câmara disputou sua reeleição e contou com exclusividade no apoio de Lula e de Haddad que disputou a presidência na época.
Mas um cenário totalmente diferente, e com Michel Temer na presidência o que terminou favorecendo o PT no nordeste. Ainda que não o suficiente para impedir a vitória de Jair Bolsonaro. Mas se para conseguir ultrapassar novamente a barreira dos 50% João Campos precisar explorar o máximo a presença de Lula em seu palanque, é lógico que o pré-candidato vai investir pesado. Recentemente em uma postagem em suas redes sociais, João disse que seria muito positivo que em seu último mandato como presidente, Lula pudesse contar com um governador aliado em Pernambuco, que conseguiria fazer muito mais coisas.
Apoio
A deputada federal Iza Arruda (MDB) conseguiu um importante apoio em busca de sua reeleição para a Câmara Federal. A parlamentar conquistou o apoio do ex-prefeito de Caruaru, Zé Queiroz (MDB) que fará dobradinha com a deputada na cidade.
Indecisão
Enquanto isso, a governadora Raquel Lyra (PSD) segue ainda sem fechar oficialmente sua chapa para disputar a reeleição. A expectativa é grande sobre o anúncio para saber quem ficará com a segunda vaga, já que a primeira parece que já tem destino certo com Túlio Gadelha (PSD).
Defesa
Alguns aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) estão na torcida para que a gestora aceite contemplar Miguel Coelho (UB) com a vaga de vice e deixar livre Eduardo da Fonte (PP) para o Senado. Neste cenário, Priscila disputaria uma vaga de deputada federal pelo PSD, já que o partido não terá Tulo disputando e nem mais André Teixeira como vinha se especulando.
Conta
Para fechar essa conta, Raquel precisaria fazer uma rearrumação com Eduardo da Fonte (PP) que hoje conta com o apoio de dezenas de prefeitos e de lideranças. Isso só seria possível com a garantia de que Priscila conseguiria uma das vagas. Outros acham ainda bastante improvável que Raquel mexa com sua vice.
Negou
Essa oferta teria sido feito por Eduardo da Fonte a Miguel Coelho ainda no começo de julho. Miguel, no entanto, declinou. O seu desejo é disputar o Senado.
Silvinho Silva, editor do Blog
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