O pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, depende muito mais dele (mudanças de estratégia, intensificação de pré-campanha nas ruas, engajamento de aliados) do que de uma participação do presidente Lula nas ruas. Com a gestão de Raquel Lyra (PSD) aprovada por 67% da população, dificilmente o presidente Lula poderia reverter algo, além do que ele já conseguiu em outras eleições.
O histórico fala por si: em 2012, Lula não conseguiu fazer com que Humberto Costa (PT) fosse ao segundo turno na eleição para Prefeito do Recife. Naquele ano, o petista encerrou a campanha em terceiro lugar. Em 2014, Armando Monteiro que tinha o apoio exclusivo de Lula, perdeu para Paulo Câmara.
Na campanha de 2016, Lula não conseguiu eleger João Paulo (PT) para prefeito do Recife. Em 2018, Paulo Câmara (PSB) quase que teve que enfrentar um segundo turno em sua reeleição, mesmo tendo a exclusividade do palanque de Lula, e com um Governo Federal com fortíssima rejeição (era Temer, na época). Em 2020, Lula também não conseguiu eleger Marília Arraes prefeita do Recife, contra o próprio João Campos.
E em 2022, apesar do sucesso de votos para ele mesmo e com a eleição de Teresa Leitão, Lula não conseguiu nem que Danilo Cabral (PSB) fosse ao segundo turno e nem fazer com que Marília Arraes fosse eleita no segundo turno. Vale lembrar que em 2022, Lula foi exclusivo do PSB no primeiro turno e de Marília no segundo turno. Mesmo assim, a população soube separar um voto, de outro.
Em todas essas campanhas, Lula ocupou grande parte do guia eleitoral para alavancar os nomes apoiados por ele. O resumo é justamente este: Lula ajuda, mas não define.
Cobrança I
Segundo notícia divulgada pela CNN, o pré-candidato a governador, João Campos (PSB) fez uma reclamação ao presidente Lula (PT) da falta de apoio do PT a sua postulação. A reclamação teria sido direcionada a setores do partido que não teriam dado sequer uma declaração de apoio ao socialista. E pelos nomes, esse apoio dificilmente ocorrerá.
Cobrança II
Embora tenha feita uma reclamação sobre o cenário eleitoral de Pernambuco, João Campos também levou os reclames de várias partes do Brasil onde o PT e o PSB devem caminhar juntos, mas os socialistas não estão satisfeitos com algumas costuras partidárias.
Garantia
Ao chegar em Serra Talhada, primeira agenda após colocar os pés em Pernambuco após a reunião com Lula, João Campos disse que o presidente teria se comprometido a fazer campanha para ele no estado. Ou seja, garantido um apoio exclusivo ao socialista, repetindo algo que já havia acontecido em 2018 (com Haddad) e em 2022 (com o próprio Lula).
Separando
Com mais de 60% de entrevistados nas últimas pesquisas afirmando o voto no presidente Lula, e destes, 40% afirmando que preferem reeleger a governadora Raquel Lyra (PSD), uma coisa é certa: o eleitorado está separando o voto do presidente, dos demais votos. "Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa".
Apoio
No mínimo, 70% do eleitorado da governadora Raquel Lyra (PSD) e também dos políticos que a cercam, são eleitores de Lula. Já foram em outros pleitos e serão novamente. Alguns destes seguem com um voto de senador em Humberto Costa(PT), e estão comprometidos com essas campanhas.
Sertão
O pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, conquistou o apoio de dois ex-prefeitos do Cedro, Neguinho e Marly. O apoio dos ex-gestores, com sua experiência administrativa, também chega para somar ao planejamento de iniciativas voltadas a áreas essenciais de desenvolvimento dentro do projeto da Frente Popular.
Crescimento
A pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira passada, mostrou que vem dando certo a investida da governadora Raquel Lyra (PSD) na região metropolitana. A gestora conseguiu empatar na região com o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Silvinho Silva, editor do Blog
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