O cenário pela disputa ao Senado segue completamente aberto e não é um privilégio apenas da segunda vaga, mas também da primeira. Apesar da liderança nas pesquisas apontadas até o momento, Marília observa os seus adversários avançarem cada vez mais nas intenções de voto e o seu nome fica lá, inerte. Não perde, mas também não avança.
Bem diferente da disputa pelo Governo de Pernambuco que empolga e levanta toda uma militância, a disputa pelo Senado depende de fatores externos e é um desafio para Marília Arraes sustentar esta liderança apenas com o nome e o recall de outras campanhas. É muito necessário uma renovação. Até porque segundo especialistas, a disputa pelo Senado é considerada secundária e um voto a ser decidido lá no final da campanha, quando já se decidem os votos de presidente e de governador.
Em Pernambuco não seria diferente. O Instituto Datafolha mostrou que a cada dez entrevistados, apenas três estão decididos e já sabem em quem votar para o Senado. Sete, ainda estão pensando, e esse número pode mudar completamente o cenário.
Logo, não existe nem em sonho eleição definida para o Senado e nem garantia de vaga nem para Humberto Costa e nem para Marília Arraes, que vão precisar gastar muita sola de sapato e suar bastante a camisa para manter o favoritismo na disputa.
Alerta
A soma das intenções de votos distribuídas entre Eduardo da Fonte, Miguel Coelho e Anderson Ferreira atinge 57% que são pré-candidatos de centro, já é um sinal de que a disputa pelo Senado não será uma tarefa tão fácil para os progressistas e nem um passeio para Marília Arraes. Com a saída de Anderson Ferreira e a escolha de apenas um dos dois nomes (Miguel ou Eduardo da Fonte), o jogo promete ser bastante acirrado.
Voto casado
Aliados da governadora já consideram a hipótese de uma campanha de voto casado entre Raquel e os nomes a serem indicados para o Senado e manter a tradição de ajudar na eleição dos dois senadores. No campo progressista, existe a possibilidade de impulsionamento do nome de Túlio Gadelha.
Lado a lado
Cumprindo agenda ao lado da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, o pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, disse que esteve ontem conversando com o presidente Lula e o petista afirmou que estará lado a lado com João fazendo campanha para ele ser governador.
De novo
O presidente Lula disse que vai mandar novamente o nome do advogado geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga deixada por Barroso no STF. Foi com o nome de Messias que Lula sofreu uma derrota histórica no Senado no mês de abril.
João, não!
“Não apoio de jeito nenhum quem coloca Lula no palanque e diz que Bolsonarista não se cria” - Gilson Machado em entrevista na rádio Serra FM nesta sexta-feira, em Serra Talhada, reforçando que não apoia João Campos de jeito nenhum e pode apoiar Raquel Lyra.
Silvinho Silva, editor do Blog
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