A tradição da política pernambucana é de que uma disputa tão polarizada como a que se avizinha entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito João Campos (PSB), a disputa pelo Senado termine ficando em segundo plano. Pode ser que este ano tenhamos uma exceção, mas a tendência natural dos últimos pleitos sempre foi esse: o candidato a governador (ou governadora) começa a se destacar e lá na frente, nos últimos quinze dias, temos o destacado puxando os seus senadores.
Foi assim com Jarbas quando se elegeu em 1998 e levou consigo José Jorge. Depois em 2002, quando ao ser reeleito puxou os dois senadores: Marco Maciel e Sérgio Guerra. 2010 Eduardo elegeu Armando e Humberto. Em 2014 Paulo e FBC foram eleitos e em 2018 Paulo levou consigo Humberto e Jarbas. As duas únicas exceções foram em 2006 e 2022 justamente quando tivemos a eleição para governador no segundo turno.
Se hoje o domínio do debate público gira em torno das candidaturas ao Senado, tendo em vista a montagem e organização dos partidos que tem prazo e eles estão correndo, o mesmo não pode ser dito da campanha em si. A tendência natural é de que os senadores alinhados ao projeto que vença a eleição ou que se sinta o "cheiro da vitória" seja beneficiado.
Logo, em um cenário vantajoso para João Campos (PSB), são reais as possibilidades que termine puxando seus dois senadores. O mesmo cenário pode ser vislumbrado para Raquel Lyra (PSD). Caso o cenário passe a ser mais favorável e a governadora consiga imprimir uma marca de campanha vitoriosa, terá grande chances de eleger seus dois companheiros de chapa.
Mas, caso tenhamos um nível de acirramento inédito na disputa, não é de se descartar que cada um faça apenas um senador. Mas, uma coisa é certa: o sucesso da campanha para o Senado depende exclusivamente do resultado da eleição de governador.
Confirmação
O presidente nacional do PDT garantiu que Marília Arraes vai disputar o Senado e disse que João Campos a excluiu de sua chapa. Agora, tudo vai depender pelo visto de uma articulação entre a atual governadora e a ex-deputada. Lupi disse ainda que Marília e Raquel já conversaram. O dirigente nacional também pretende conversar com o prefeito João Campos.
Vai rifar?
Isso se Lupi não fizer como vem fazendo nas últimas eleições quando rifa candidaturas a torta, a direita e a esquerda. De 2014 pra cá, ele vem fazendo isso recorrentemente.
Diálogo
O prefeito João Campos segue conversando com os mais diversos partidos para a montagem de sua base eleitoral e na próxima semana também irá conversar com o presidente do PDT, Carlos Lupi. O socialista disse que vem conversando também tanto com Dudu da Fonte quanto com Miguel Coelho e que até o momento não existe chapa de oposição fechada.
Segurança
Aliados da governadora Raquel Lyra dizem por aí que caso Marília queira mesmo concorrer ao Senado, o partido que poderia lhe dar maior segurança seria o Avante de Sebastião Oliveira e não o PDT. "No Avante ela teria a garantia da candidatura que acho que não tem no PDT" avaliou.
Silvinho Silva, editor do Blog
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