quarta-feira, 13 de março de 2019

Antônio Coelho diz que Governo de PE deixou rombo nos cofres das prefeituras e agora quer culpá-las por ‘caos’ na saúde

O deputado estadual Antonio Coelho (DEM) voltou a fazer um duro discurso contra o governo do Estado nesta terça-feira (12), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ele apresentou o montante da dívida do governo com as prefeituras na área de saúde pública. No seu discurso, o democrata citou recente relatório do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems-PE), que aponta um atraso de R$ 218.827.328,11 em repasses para os municípios.

Esse passivo é fruto de convênios como Samu, assistência farmacêutica e Política Estadual de Fortalecimento da Atenção Primária (Pefap) – este último dividido entre repasses mensais e avaliação de desempenho.

“Recentemente o governo utilizou a desculpa infundada de que os municípios não estariam cumprindo as suas obrigações, e assim contribuindo para a grave situação nos hospitais públicos estaduais. Qual é a legitimidade que o Governo Paulo Câmara tem para criticar as prefeituras, se o próprio governo deve mais de R$ 218 milhões de repasses constitucionais aos municípios pernambucanos? Trata-se de um verdadeiro rombo“, acusou Antonio.

O parlamentar ainda rebateu o argumento dos governistas de que os municípios sob a gestão de prefeitos da oposição sejam os que contribuem para o aumento da demanda nos hospitais do Recife. Ele citou como exemplo que a dívida do Estado com a Prefeitura de Petrolina é superior a R$ 7,2 milhões em repasses. Outras cidades citadas mencionadas foram Caruaru (R$ 11,5 milhões), Jaboatão dos Guararapes (mais de R$ 9,5 milhões), Ipojuca (mais de R$ 3 milhões) e Paudalho (superior a R$ 1,1 milhão).

“Recentemente, o líder do governo veio atacar algumas prefeituras municipais que fazem oposição ao atual governo do Estado. Trata-se de uma tentativa infundada do Governo Paulo Câmara, que prefere desviar o foco e se eximir de responsabilidades, culpando as prefeituras, que estão funcionando de forma muito restrita, principalmente por conta do atraso desses repasses constitucionais que o governo deixa. O primeiro passo para a gente superar esse impasse político é reconhecer esse problema, pois a saúde em nosso estado não vai bem“, pontuou.

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