quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

João Campos que usou e abusou de cabos eleitorais, diminui a força deles em programas nacionais

Passou despercebido pelos blogueiros e jornalistas de Pernambuco, a participação do deputado federal João Campos (PSB-PE) na GloboNews. Trago o vídeo abaixo.

Aos 10:40 do vídeo o deputado eleito dá a entender que o poder de transferência de votos dos  prefeitos estão em xeque tendo em vista que João Campos conseguiu menos de 50% dos votos através dos prefeitos. No entanto, o parlamentar escondeu a informação de que na maioria das cidades foi apoiado por grupos oposicionistas que tem líderes que são candidatos a prefeitos. Um exemplo disto, bem claro, Garanhuns, onde João Campos não recebeu o apoio do prefeito, mas recebeu de Sivaldo Albino que inclusive foi candidato a deputado estadual.

Então quem votou em João Campos não votou em renovação coisa nenhuma, ele representa anos e anos de governos do PSB, quase 8 anos de governo de seu pai Eduardo Campos e a gestão de Paulo Câmara. Sem contar o fortíssimo núcleo que foi montada para a sua candidatura. Votos de opinião tivemos sim, aqui no estado, e inclusive de pessoas do partido do deputado federal eleito como Gleide Ângelo, muito embora depois tenha sido tão questionada. Mas que na campanha ela representou o voto feminino.

Querer comparar João Campos com Kim Kataguiri e outros tantos jovens eleitos no Brasil afora é demais. Sabemos das histórias desses candidatos e que fizeram em sua maioria a campanha nas redes sociais. Não estou desmerecendo o deputado federal do PSB, e tampouco querer dizer que não teve seus méritos. Mas uma coisa é você vencer uma corrida em um fusca com outro disputando-a numa Ferrari.

Segue o comentário de João Campos, no Programa da Globo News.

"Vou dar um exemplo do que aconteceu aqui no meu estado, onde eu tive a maior votação da história, eu contei com o apoio de alguns prefeitos dos 184 municípios, e obtive 88 mil votos com o apoio desses prefeitos, nas cidades onde esses prefeitos declararam apoio a minha candidatura.E no estado todo eu tive 460 mil votos, então eu tive 370 mil votos onde o gestores das cidades não me apoiavam. Então,isso mostra que a força do intermediário de voto aquele que transfere votos foi colocada em xeque principalmente nas grandes cidades brasileiras".


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