Waldemar Oliveira ameaça deixar federação caso PSB entre no bloco: “Se o PSB vier eu saio”

Blog do Junior Campos - Uma articulação partidária que envolve Avante, PDT, PRD e Solidariedade ganhou um novo ingrediente de tensão em Pernambuco. O deputado federal Waldemar Oliveira (Avante) demonstrou resistência à possível entrada do PSB na federação e afirmou que poderá deixar o bloco caso os socialistas passem a integrar a composição.

A declaração foi publicada nesta sexta-feira (6) pelo Blog do Elielson, da CBN Recife. Ao comentar a possibilidade de aproximação com o partido comandado nacionalmente por João Campos, Waldemar foi direto:

“Se o PSB vier eu saio, pois não teria o menor sentido já que apoiamos a governadora Raquel Lyra”.

A manifestação evidencia o impasse político que envolve a formação da federação e coloca em discussão os alinhamentos partidários em Pernambuco, especialmente diante da disputa entre o grupo da governadora Raquel Lyra e o PSB de João Campos.

Waldemar estava cotado para comandar a federação

A Executiva Nacional do PDT aprovou, nesta sexta-feira, o ingresso do partido na federação formada por Avante, PRD e Solidariedade. A composição, sem a participação do PSB, reuniria 18 deputados federais e a senadora eleita Marília Arraes.

Nesse cenário, Waldemar Oliveira já era apontado como nome para assumir a presidência estadual da federação em Pernambuco.

Entretanto, o PDT também aprovou um indicativo favorável à entrada do PSB no agrupamento. A possibilidade muda o equilíbrio interno da articulação: com os socialistas, a federação poderia alcançar 33 deputados federais e cinco senadores, além de abrir espaço para uma nova configuração de comando.

Disputa pode ter reflexos na política pernambucana

A resistência de Waldemar tem uma explicação política. O Avante está alinhado à governadora Raquel Lyra, enquanto o PSB de João Campos ocupa o campo adversário na disputa pelo Governo de Pernambuco.

A eventual convivência das duas forças dentro de uma mesma federação poderá provocar divergências sobre os rumos políticos do grupo no estado.

Outro nome que resiste à entrada dos socialistas é a senadora eleita Marília Arraes, presidente estadual do PDT, que também demonstrou contrariedade à composição com o PSB.

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