A deputada estadual Socorro Pimentel (PSD), líder do governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), manifestou seu mais profundo repúdio e indignação diante da nova investida da bancada do PSB. Nesta quinta-feira, os deputados de oposição Sileno Guedes, Rodrigo Farias e Romero Albuquerque – os mesmos que já haviam tentado sem sucesso emplacar um processo contra a governadora no passado – protocolaram um pedido de impeachment, desta vez mirando a vice-governadora Priscila Krause.
Em nota que pauta o posicionamento oficial da base governista, Socorro Pimentel classificou a ação como uma "manobra de pura politicagem", orquestrada às vésperas do período eleitoral. O grupo de oposição acusa a vice-governadora de suposto favorecimento à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada em Garanhuns, cujo principal acionista é Jorge Branco, esposo de Priscila.
Como porta-voz do governo no Legislativo, Pimentel saiu em defesa irrestrita da vice-governadora. "Convivo diariamente com Priscila Krause e conheço de perto a sua trajetória. Trata-se de uma mulher extraordinária, de conduta ética irretocável e histórico limpo. Esse pedido de impeachment é completamente infundado, desprovido de qualquer embasamento legal ou técnico que sustente uma medida de tamanha gravidade", declarou a deputada.
A líder do governo fez questão de expor a contradição da narrativa oposicionista. A Casa de Saúde citada no documento presta serviços essenciais à população do interior há 50 anos, sendo referência no tratamento oncológico. O hospital é fruto do legado do Dr. Zé Tinoco, médico historicamente respeitado no estado. Socorro Pimentel lembrou que a unidade de saúde operou e recebeu repasses estaduais durante todas as gestões anteriores, incluindo os governos de Eduardo Campos e Paulo Câmara, ambos do PSB.
"É inadmissível o nível de hipocrisia. Durante as gestões do PSB, quando a instituição recebia repasses, o trabalho era considerado idôneo, vital para a rede de saúde do Agreste. Agora, pautados por interesses puramente eleitorais, tentam manchar a reputação de um hospital com décadas de dedicação à saúde pública de Pernambuco", questionou a deputada.
Quanto ao regimento da Alepe, o avanço de um pedido de impeachment exige no mínimo 17 assinaturas para ser protocolado e o acatamento do presidente da Alepe. Caso avance, passaria por análises técnicas e jurídicas, formação de comissão especial e, por fim, necessitaria da aprovação de dois terços do plenário.
Para a líder governista, no entanto, o pedido já nasce morto. "Tenho a plena convicção de que essa peça fantasiosa não avançará. A política e o povo de Pernambuco exigem seriedade, trabalho e respeito às instituições, não o desespero de atitudes rasteiras como as que estamos assistindo", concluiu Socorro Pimentel.

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