Candidatos começam campanha com gosto de gás
Não teve outro assunto no domingo a não ser as movimentações das campanhas de Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco realizadas neste domingo. Os dois que não são os únicos mas que praticamente duelam entre si, intensificaram no grau máximo neste início de campanha.
Antigamente, era até normal que o início da campanha fosse algo bem tímido, para que com o decorrer dos dias e a proximidade da eleição os ânimos fossem se acirrando. Isso geralmente ocorria quando as campanhas duravam 90 dias (uma eternidade). De 2016 pra cá com a redução de 90 para 45 dias de campanha, é normal que todos os candidatos comecem a campanha levantando poeira literalmente. Mas o que ocorreu ontem entre Raquel Lyra e João Campos, foi acima da média nas disputas.
O socialista que subiu o morro e iniciou de lá sua caminhada pelo Governo, deu declarações tecendo críticas a gestão da governadora Raquel Lyra e defendendo sua vitória para que Pernambuco tenha um governador alinhado com o presidente Lula. Na agenda, adesivaços, caminhada na cidade do Cabo de Santo Agostinho e em Brasília Teimosa. O socialista começou a campanha ao lado de sua família e dos candidatos da Frente Popular: Humberto Costa e Marília Arraes.
A governadora Raquel Lyra que iniciou sua campanha no monte Guararapes, fez a defesa de sua gestão e disse que está preparada para mais quatro anos. Esteve em Recife, Caruaru e encerrou o dia em Petrolina. A governadora cumpriu agendas ao lado de Eduardo da Fonte e Tulio Gadelha.
Unidade
O primeiro dia foi o ponto principal para demonstração de unidade de todas as chapas majoritárias. Tanto Raquel quanto João cumpriram agendas conjuntas ao lado dos seus candidatos ao Senado.
Confiante
O candidato do PSB, João Campos, disse que é certeza que o presidente Lula (PT) virá a Pernambuco ainda durante o primeiro turno. João disse ainda que isso era algo já acertado já a alguns meses.
Virou assunto
A pressão por parte do candidato João Campos que é presidente nacional do PSB para que a federação PSOL-REDE retirasse a candidatura de Ivan Moraes ao Governo, rendeu bons capítulos até chegar a permanência de Ivan, no sábado.
Sem pressão
Segundo João, não aconteceu nenhuma pressão, mas os partidos colocaram na mesa o que era a prioridade com o foco na reeleição do presidente Lula. Mas que ele entendia perfeitamente a decisão do PSOL em Pernambuco.
Indireta
Quem aproveitou o burburinho para fazer uma crítica ainda que de forma indireta foi a governadora Raquel Lyra (PSD) que disse que é preciso jogar dentro das quatro linhas e que não tem esse negócio de defender a democracia apenas da boca pra fora.
Desgaste
Observadores da política analisam que com essa movimentação com o comando nacional da campanha, o PSB acabou dando mais visibilidade a Ivan Moraes que repercutiu bastante na mídia justamente na véspera do início da campanha. "Um desgaste desnecessário", afirmam.
Silvinho Silva, editor do Blog
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