Assassinado após denunciar a corrupção, procurador Pedro Jorge é reconhecido como Herói da Pátria a partir de iniciativa da senadora Teresa Leitão

Fotos: Mariana Leal

O projeto de lei de autoria da senadora Teresa Leitão que inscreve o nome do procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria foi sancionado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Com a sanção, Pedro Jorge passa a integrar o livro depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. O documento preserva a memória de brasileiros e brasileiras que dedicaram suas vidas à defesa e à construção do país.

Pedro Jorge foi assassinado em 3 de março de 1982, quando saía de uma padaria em Olinda. Antes do crime, havia formalizado denúncias contra envolvidos no esquema de corrupção que ficou conhecido como “Escândalo da Mandioca”, ocorrido no município de Floresta, no Sertão pernambucano. Mesmo após sofrer pressões e ameaças, o procurador manteve sua atuação no caso. O esquema obtinha empréstimos do Banco do Brasil para o cultivo de mandioca e, depois, alegava perdas causadas pela seca para receber o seguro agrícola.

Na justificativa do projeto, a senadora Teresa Leitão destacou que o assassinato de Pedro Jorge mobilizou o país e fortaleceu o debate sobre a independência do Ministério Público e as garantias necessárias para que seus integrantes atuem livres de pressões. O legado de Pedro Jorge permanece como símbolo da luta contra a corrupção e do fortalecimento das instituições democráticas.

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