Perseguição ou medo? O incômodo que o crescimento de Viviane Facundes provoca em Gravatá

 

Fotos: Divulgação

Há uma pergunta que precisa ser feita, sem rodeios, no atual cenário político de Gravatá: por que a secretária de Obras, Viviane Facundes, se tornou alvo de tanta perseguição?

Não se trata de vitimismo. Trata-se de observar fatos: Viviane não surgiu da política tradicional. Não nasceu em berço de privilégios. Antes de ocupar cargos públicos, foi cantora, foi artesã, vendeu sua arte em praça pública, percorreu bairros tocando seresta para complementar a renda da família. Lutou como tantas mulheres lutam todos os dias — com dignidade e esforço.

Hoje, ocupa um espaço que, historicamente, sempre foi dominado por homens. Já passou pela Secretaria de Assistência Social e atualmente está à frente da Secretaria de Obras. E os números falam por si: somente na sua gestão, mais de 100 ruas foram calçadas. Obras foram entregues. Espaços foram recuperados. Projetos saíram do papel.

Então, por que tanto ataque? Viviane é casada com o prefeito Joselito, o primeiro gestor reeleito da história de Gravatá. Isso, por si só, já desperta olhares atentos. Mas o que parece incomodar ainda mais é o fato de ela ter se lançado pré-candidata a deputada estadual. A partir daí, as críticas se intensificaram.

Coincidência? Na política, dificilmente é. Viviane passou a ser alvo constante. Procuram uma vírgula fora do lugar. Um detalhe mínimo. Uma narrativa que gere desgaste. A pergunta que fica é: se ela ainda estivesse vendendo artesanato na praça, seria alvo de ataques? Ou seria apenas vista como “mais uma mulher batalhadora”, invisível aos olhos de quem hoje a critica?

Talvez o incômodo não esteja no cargo que ocupa. Talvez esteja no crescimento. No fato de uma mulher simples, que já pensou em ser freira, que virou mãe, que construiu família ao lado de um ex-padre, ter conseguido romper barreiras sociais, políticas e financeiras.

Isso mexe com estruturas: Quando uma mulher ocupa um espaço que durante décadas foi monopolizado por homens, a reação quase sempre vem acompanhada de resistência. E, muitas vezes, de perseguição. Não é exclusividade de Gravatá. É a velha liturgia da política: quem cresce, incomoda.

Alguns dizem que ela não é simpática o suficiente. Mas desde quando autenticidade virou defeito? Talvez ela apenas não pratique o teatro da falsa cordialidade — aquele sorriso na frente e a crítica pelas costas.

É legítimo discordar politicamente. É saudável fiscalizar. O que não parece razoável é transformar cada passo em tentativa de desconstrução.

Se ela vencerá ou não nas urnas, ninguém pode afirmar. A política é decidida voto a voto, urna por urna. Mas uma coisa é certa: Viviane já venceu uma etapa — a de sair da invisibilidade para ocupar protagonismo.

E talvez seja exatamente isso que esteja incomodando tanta gente.

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