quarta-feira, 27 de março de 2019

Polícia pediu prisão do prefeito de Camaragibe por desvio de R$ 30 mi, mas o Tribunal de Justiça negou

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O prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira (PTB), é um dos investigados na apuração de um esquema de corrupção que teria desviado R$ 30 milhões dos cofres do município. Ele e outros 19 agentes públicos ligados ao município são alvo da Operação Hárpalo, deflagrada pela Polícia Civil na terça-feira (26). Demóstenes teira cometido os crimes de organização criminosa, fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro. Por conta dos indícios da prática criminosa, a polícia chegou a solicitar à Justiça a prisão e o afastamento do prefeito, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE)

Segundo o Tribunal de Contas do Estado, serviços como fornecimento de merenda escolar, compra de matéria gráfico, distribuição de material médico hospitalar, publicidade e locação de imóveis são algumas das atividades suspeitas investigadas. De acordo com a polícia, sete empresas podem estar envolvidas nos crimes.]

Durante a Operação Hárpalo, também foi determinado o afastamento do secretário de Serviços Públicos e Infraestrutura da cidade de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR), Silvano Queiroz. A medida é resultado de um mandado expedido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

A operação foi deflagrada para apurar a prática de crimes relacionados à corrupção. A investigação teve início em dezembro de 2018 e é coordenada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco), vinculado à Diretoria Integrada Especializada (Diresp). Também foram cumpridos mandados nas cidades do Recife, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, em Gravatá, no Agreste do Estado e Natal, no Rio Grande do Norte.

Durante as ações da Harpalo, o prédio da prefeitura da cidade foi cercado por policiais. Os onze mandados de busca e apreensão domiciliar, duas suspensões de atividades empresariais, dois mandados de medida protetiva, além do afastamento cautelar, foram cumpridos por uma equipe composta por 90 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, além de dois auditores do TCE. Durante a execução dos mandados, além do afastamento do secretário envolvido na prática dos crimes, foram apreendidos computadores, documentos, uma BWM e outros carros de luxo. As investigações sobre da operação começaram em dezembro de 2018 e foram acompanhadas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel).

De acordo com o delegado Jean Rockfeller, que participa da operação, a Justiça também ordenou o cumprimento de duas medidas protetivas para resguardar a integridade de testemunhas. Uma delas é em desfavor do prefeito de Camaragibe Demóstenes Meira (PTB), e a outra de seu assessor. Além disso, foi apontada uma fraude em licitação ligada à gestão dele. “Basicamente o que está acontecendo na Prefeitura de Camaragibe é desvio de dinheiro público. Tudo na atual gestão, tudo envolve o prefeito”, afirmou o delegado.

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