segunda-feira, 30 de julho de 2018

PDT pode aderir campanha de Marília

Resultado de imagem para Marilia Arraes e Tulio Gadelha
Na reta final das convenções partidárias, o prazo cada vez mais apertado para a definição de alianças obriga os dirigentes das agremiações a adotarem uma postura mais firme em relação ao seu arco de apoios. É o caso da relação nacional entre os comandos do PDT e PSB que ameaça afetar a conjuntura de Pernambuco. Dirigente nacional do PDT, Carlos Lupi se mostra cada vez mais impaciente com a ofensiva do PSB do governador Paulo Câmara (PSB) em insistir na aliança com o PT, minando o apoio da legenda ao pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT). Questionado sobre o tensionamento entre as siglas, Lupi foi taxativo: a posição do PDT de Pernambuco dependerá da posição do PSB de Pernambuco.

"Enquanto o PSB não definir a posição deles, não vamos definir a nossa. A definição do PDT de Pernambuco vai depender da definição do PSB de Pernambuco. Estou esperançoso na possibilidade de construirmos uma aliança nacional e trabalho muito para ter o apoio deles. Mas nós dependemos dessa definição", afirmou Lupi.

Nacionalmente, Lupi vêm dialogando com dirigentes do PSB para fechar o apoio dos socialistas a Ciro Gomes na convecção da sigla, prevista para o próximo sábado. "Converso diariamente com as lideranças do PSB de Amazonas, Rio de Janeiro e Espirito Santo. Trabalho para ter esse apoio", relatou.

No último sábado, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), que teve a candidatura à reeleição oficializada, defendeu o apoio do partido ao pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT). "Até o momento da decisão definitiva do PSB vou procurar convencer os dirigentes nacionais do partido que a melhor alternativa para o Brasil sair da polarização PSDB-PT é a candidatura de Ciro Gomes", declarou. Em busca do apoio do PSB, o PDT já “adiantou seus peões” com apoio em estados como Espírito Santo (Renato Casagrande) e São Paulo (Márcio França). Internamente, a avaliação é que Gomes teria a maioria do diretório, mas o PSB-PE evita fechar o apoio para não atrapalhar as tratativas com o PT. Por isso, a postura mais dura com o PSB de Pernambuco.

A indefinição nacional acabou por acirrar os ânimos no plano local. Nos últimos dias, o dirigente nacional do PDT, Túlio Gadêlha, expôs que há um diálogo com a direção nacional da sigla para levar o partido para a candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) para o Governo do Estado. Nos bastidores, a petista trabalha pelo apoio dos pedetistas e vem conversando com lideranças regionais do partido. A posição de Gadêlha, contudo, enfrenta a oposição do presidente estadual do PDT, Wolney Queiroz, que é aliado do Palácio das Princesas. Paralelo ao imbróglio interno, o grupo dos Queiroz trabalha por um espaço na majoritária da Frente Popular de Paulo para o ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz.

O histórico na relação entre o PDT Nacional e o diretório da sigla em Pernambuco traz uma recente intervenção, que afetou a coligação da primeira eleição de Paulo Câmara. Em 2014, o comando nacional da sigla fez uma intervenção para que a legenda apoiasse o senador Armando Monteiro Neto (PTB), contrariando o grupo dos Queiroz. O fato do PDT-PE contar com uma comissão provisória e não um diretório permanente facilita esse tipo de "intromissão" da nacional na conjuntura local.

(Blog da Folha de Pernambuco)

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