sexta-feira, 22 de junho de 2018

MANDANDO BRASA - Lava Jato começa a chegar no PSDB


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Alckmin desembarca em Pernambuco em meio a turbulência da Lava Jato

Chegará ao solo pernambucano hoje, o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin. Ex-governador de São Paulo, estado que governou não menos que quatro vezes, Geraldo vem participar dos festejos juninas na cidade de Caruaru a convite da Prefeita Raquel Lyra (PSDB) que recentemente foi convidada para fazer parte da sua equipe de plano de governo na área de segurança. 

O ex-governador chega a Caruaru em um monte complicado de sua pré-campanha quando a Polícia Federal prendeu na manhã de ontem Laurence Casagrande que atualmente preside a CESP (Compania Energética de São Paulo) e ocupou vários cargos durante o seu governo. Alckmin chega a Pernambuco, em especial em Caruaru, no momento em que precisa falar. Isso o fez cancelar uma entrevista que concederia ao Programa de Geraldo Freire na Rádio Jornal do Recife. Além desse revés que veio sacudir sua campanha, o tucano tem que responder questões sobre problemas que envolvem o PSDB e a Lava Jato nos governos dele próprio (Alckmin), de José Serra que ninguém sabe porque não aparece mais, e de Beto Richa. A Lava Jato de fato começou a puxar o PSDB para o mesmo local onde colocou o PT.

O PSDB vem protagonizou com o PT as disputas presidenciais desde o ano de 1994. 1994 e 1998 Fernando Henrique Cardoso foi vitorioso no primeiro turno. 2002 em diante o PSDB tentou voltar ao comando da nação sem sucesso com Serra, 2006 com Alckmin, 2010 novamente com Serra e 2014 com Aécio (único mineiro tucano na disputa). Aécio tentou manter seu nome na disputa até ser envolvido em denúncias da Lava Jato e ser pego em conversas nada democráticas com os empresários da JBS. Alckmin ainda ensaiou uma disputa em prévias com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB) que deixou a disputa, deixando o caminho livre para o tucano que vai para a sua segunda campanha presidencial.

Diferente das outras vezes que se esperava ver quem iria se enfrentar entre o PT e o PSDB, este ano de 2018, com Lula preso e com o Alckmin com um dígito apenas nas pesquisas de intenção de votos e perdendo em seu próprio estado para o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, Alckmin tenta reacender e levar consigo a militância tucana que não demonstrou empolgação até o presente para levantar a campanha tucana. Em Pernambuco, mesmo com Armando Monteiro (PTB) candidato a governador e tendo a possibilidade de ter um vice tucano, ainda não apareceu um palanque Alckmista. Até que apareça quem faz às vezes tucanas aqui são militantes que ainda estão se organizando e o deputado Bruno Araújo que foi ministro das cidades. 

Não fosse os diversos problemas enfrentados pelo PSDB quer sejam eles políticos, de ter apoiado o pior governo de todos os tempos da república, quer seja de nomes de membros envolvidos na Lava Jato, Alckmin estaria bem à frente nas pesquisas a ter que disputar um segundo lugar e vendo o até alguns meses "desconhecido" Jair Bolsonaro ocupar o lugar que o PSDB tinha como certo que era dele. 

A verdade é que se o PSDB não conseguir desconstruir o discurso de Bolsonaro, ele irá para o segundo turno e Alckmin corre o sério risco de ficar fora da disputa pois a outra vaga contra Bolsonaro provavelmente deverá vir de alguém da esquerda ou centro-esquerda quais sejam: Ciro Gomes ou Marina Silva. E é contra isso, que o partido está lutando, tentando levar a população à reflexão do que vem a ser o mais preparado para governar o Brasil.

FATOR DORIA - Além de problemas e mais problemas que começam a chegar para Alckmin que vai passar a dar explicações para várias coisas, principalmente depois de ter um secretário de seu primeiro escalão preso em uma operação da Lava Jato, a sombra do ex-prefeito João Doria Jr. (Que renunciou a prefeitura para disputar o governo de são Paulo) assusta o presidenciável tucano. O PSDB pode forçar uma troca de candidato e colocar Doria para disputar a presidência no lugar de Alckmin.

SEM ANÚNCIO - O PSDB ainda não chegou a um consenso sobre qual o nome irá disputar o governo de Pernambuco junto com Armando na qualidade de vice-governador. Os nomes colocados na aposta são o vereador André Régis (Recife) e Guilherme Coelho (ex-deputado federal de Petrolina). Cotado para uma das vagas no Senado, Bruno Araújo vai disputar a reeleição e é um nome certo na Câmara.

COM ARMANDO - O grupo dos Ferreiras que tem o controle do PSC vão para o Palanque de Armando Monteiro e provavelmente irão ocupar a segunda vaga de senador na chapa trabalhista. O fato foi comemorado por diversos partidos da Frente Popular que viam os irmãos Ferreira com muita imposição no grupo. Com a ida de André Ferreira para o palanque da oposição, com certeza ele será o segundo nome da chapa.

SEM GOVERNADOR - De acordo com às últimas pesquisas realizadas em Pernambuco para governador, cerca de 60% da população não querem nem saber de votar para governador este ano. Os pré-candidatos e suas equipes já colocaram em campo diversas pesquisas qualitativas para tentar entender a cabeça desse público. Vai ser muito marketing para atender a cabeça desse povo que não vai ser brincadeira.

O CAVALO DE TROIA DO PT - Lideranças do PT dizem que a declaração de Silvio Costa (AVANTE) de apoio a candidatura de Marília com seu total apoio e sem conversar internamente no partido foi dada a mando do Senador e pré-candidato ao governo, Armando Monteiro (PTB). No entanto, outro grupo do mesmo partido entende que os mesmos que hoje acusam Silvio de cavalo de troia já tentaram usá-lo para tirar Marília Arraes da para a uns tempos atrás não muito distantes.

Silvinho Silva é editor do Blog do Silvinho
silvinhosilva2018@gmail.com


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