quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Osmar abre divergência e critica Marília

Osmar Ricardo (PT)A pré-candidatura ao Governo do Estado da vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), abriu a primeira divergência mais contundente, internamente, no Partido dos Trabalhadores. Após o deputado estadual, Odacy Amorim (PT), também se lançar pré-candidato ao Governo para estimular prévias e fazer sombra ao projeto de Marília, o presidente do PT no Recife, Osmar Ricardo, criticou, ontem, a postulação da correligionária, que estaria sendo - na sua opinião - impulsionada por revanche.

"A briga de Marília é pessoal com o PSB, porque ela não foi candidata a deputada federal em 2014", disparou o ex-vereador ressaltando que a correligionária deveria atacar integrantes da frente de oposição que estão alinhados ao presidente Michel Temer (MDB), em vez de queimar cartucho contra o PSB. "Ela não ataca os golpistas que tiram direito dos trabalhadores e mais uma vez esses golpistas estão se organizando para votar na reforma previdência ", disse. 

O petista lembrou que o próprio ex-presidente Lula não descartou aliança com nenhum partido no Estado como o PTB e o PSB. O dirigente do Recife também condena o fato de Marília não está abrindo cômites em defesa da democracia e da candidatura de Lula à presidência da República, no périplo que vem fazendo pelo interior do Estado. 

"Existe uma orientação de abrir cômites e ela não está fazendo. Ela está preocupada só com a candidatura dela. O projeto nacional está em primeiro plano e o estadual está em segundo plano", alertou o dirigente local, sugerindo que o partido ainda pode compor com outra sigla na majoritária, em vez de seguir carreira solo. 
Numa alfinetada à candidatura de Marília Arraes, o ex-vereador afirmou que se o PT realizar pré-seleção interna para decidir quem será o candidato a majoritária, o deputado Odacy Amorim receberá o seu apoio. 

"Se tiver prévias no PT vou apoiar Odacy. Ele tem experiência, foi prefeito. É um cara que administrou para o povo", antecipou Osmar, que deverá concorrer a um assento na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e já vê como viável, uma política de aliança para a sigla voltar a crescer.

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